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quinta-feira, dezembro 02, 2010

São as pessoas que fazem as empresas

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A Oni Communication tem 271 trabalhadores e 95% pertencem aos quadros da empresa. A estabilidade é ponto de honra para Xavier-Martín, CEO da empresa, que aposta numa gestão emocional da sua equipa. Diz o líder que a paixão e o envolvimento dos colaboradores faz toda a diferença no sucesso do negócio.

Estabilidade, integração nos quadros, qualificação e formação permanente, mas sobretudo paixão pelo que fazem, motivação, proatividade e comprometimento com os valores empresariais são, segundo o CEO que acredita que “a felicidade tem uma vantagem competitiva”, as grandes vantagens de trabalhar na Oni. E Xavier Martín tem bem estruturado aquilo que faz os seus funcionários felizes.

Desde 2007 que todas as segundas feiras os colaboradores da Oni ao abrirem o seu laptop têm uma mensagem do seu presidente, esteja ele de férias ou não, com vários tema-as para refletir e debater. A meta, diz Xavier Martin, é “mobilizar a equipa e fazê-la perceber que é importante para o seu presidente falar com eles”. Para o CEO, “se não houver metodologia nisto o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro e os meus colaboradores vão achar que nesse dia eu tenho coisas mais importantes para fazer. É imperativo não falhar porque a paixão contagia-se”.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Ser-se empreendedor é viver uma paixão

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Partilho aqui apenas a conclusão de um texto que encontrei neste blog, mas aconselho vivamente a leitura integral do mesmo.

- Pode, e deve, ser-se empreendedor tanto trabalhando por conta de outrem como em actividade própria.
- Não se deve tentar ser empresário se essa opção interferir com os valores e princípios próprios. No fundo, a verdadeira independência reside na liberdade de desenhar o nosso próprio projecto.
- Se ao tentar ser empreendedor falhar, não se recrimine. A questão pode não estar exclusivamente em si – pode derivar da forma como implementou a ideia.
- O trabalho é uma forte componente da vida. Interfere, inclusive, com o estatuto pessoal.

A paixão pelo trabalho é fundamental na busca do sucesso. Mas, atenção, a vida não se confina ao ambiente laboral. Não podemos permitir que a paixão se transforme numa doença profissional.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Uma nova profissão?

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Que função pode cruzar estudos sobre comunicação organizacional, marketing interno, comunicação interna, gestão de recursos humanos e gestão da formação interna?

Que eu conheça não há, actualmente, algum curso configurado para desenvolver todas estas competências num só profissional. Mais vale a pena discutir a sua pertinência.

Quanto mais aprofundo o meu conhecimento nesta área mais me apaixono. Vamos por partes:

A comunicação organizacional permite-nos compreender as estruturas organizacionais através do complexo fenómeno da comunicação humana. Uma empresa tanto comunica para fora como para dentro, premeditadamente, espontaneamente e até sem consciência de o estar a fazer. Que ligação existe entre a comunicação externa e a comunicação interna? Como se desenvolvem, como se controlam, planeiam, potenciam, acompanham? Todo este trabalho é importante, porque a comunicação é o maior instrumento de gestão de pessoas e de resultados.

O marketing interno procura responder a um princípio básico: como é que uma organização pode superar as suas metas, satisfazendo as necessidades profissionais e pessoais dos seus principais clientes: os colaboradores? Como vender a missão, a visão, os valores e as estratégias elaboradas para atingir os resultados operacionais necessários?

Envolvendo as pessoas, desenvolvendo as suas capacidades, implicando e fidelizando-as ao seu local de trabalho.

A gestão de recursos humanos no geral e a comunicação interna em particular, têm essa missão. Todos os instrumentos e desafios na grh procuram a eficiente administração e obtenção dos melhores resultados de produtividade individuais e colectivos. Mas a comunicação interna tem um papel fundamental na condução de todas essas operações. É a actividade que gere e acompanha o fluxo de mensagens do topo para a base, desta para o topo e entre todos os colegas. É como o sangue que leva o oxigénio e nutrientes que os nossos órgãos necessitam para funcionar.
É através da comunicação interna que se pode identificar e diagnosticar com maior profundidade as necessidades formativas dos colaboradores.

E assim chegamos à gestão da formação interna, que procura descobrir soluções adequadas para desenvolver e actualizar o conhecimento acumulado pelos colaboradores. A formação contínua é essencial num mundo que está em constante mutação. Mas apesar de pensarmos que a aquisição de conhecimento novo apenas se pode fazer recorrendo à compra de formação formal, ou seja, a entidades externas de formação profissional, na verdade existe todo um potencial muito mais significativo na formação informal - a que se produz internamente.

O desenho da instituição, isto é, a caracterização do seu funcionamento e tarefas, deve estar de acordo com as exigências da aprendizagem do ser humano. Há todo um sem número de estratégias criativas e eficazes que podem conduzir um processo contínuo de aprendizagem colaborativa e de auto-aprendizagem, onde os custos são muito menores que os praticados com a formação formal e, segundo se vai apresentado, muito mais eficazes.

terça-feira, setembro 08, 2009

Quando queremos mudar.

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Muitos de nós andamos à procura de um novo emprego.

Porquê?

Bem, porque provavelmente não nos sentimos satisfeitos no actual, não vemos reconhecido o nosso potencial, pretendemos evoluir ou simplesmente precisamos de mudança.

Quantos de nós realizam, então, uma procura activa face à insatisfação que sentem?
Bem menos que os que subsistem numa relação laboral morna, assim-assim.

Será que isto de mudar de posto de trabalho é como os casamentos? A maioria só muda quando já tem substituto em vista, sendo poucos os que arriscam porque percebem que a situação assim só prejudica ambas as partes?

A verdade é que tudo isto afecta largamente o nosso rendimento e produtividade e quando damos por nós, em vez de sermos trabalhadores activos, somos trabalhadores passivos, quase que andando porque nos empurram, ao invés de trazermos realmente algo de novo ao trabalho quotidiano - que é o desejável.

Fica o pensamento.


quarta-feira, julho 29, 2009

Chefe de família

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A propósito de isto de ser chefe, penso que sê-lo é das tarefas mais ingratas.

Um chefe é como a figura dominante de uma família: pode amar-nos, mas se quiser ver-nos crescer e ter sucesso, tem de nos disciplinar.

Se é difícil formatar alguém desde os primeiros anos de vida (e por formatar incluo ensinar, mostrar como se faz, ser exemplo), é ainda mais difícil quando encaramos pessoas adultas, formadas, com os seus vícios e hábitos. E isto no contexto laboral é complexo.

Passamos hoje em dia por várias empresas, várias pessoas, recolhemos experiências e aprendemos a ser melhores profissionais. Contudo, há quem ainda invista, quem queira relações laborais de longo-termo, que paga pela formação tão naturalmente como nos dá mais uns trocos ao fim do mês pelo subsídio de alimentação. Ainda há quem vincule nos contratos laborais a vontade de querer manter aquele activo.

Recolher o respeito e a simpatia, ser-se suficientemente justo ou tolerante, decisivo nas decisões ou um líder, é coisa que não se aprende do pé para a mão.

A nossa empresa acaba por se tornar a nossa família (ou pelo menos a minha visão romântica tende a ver as coisas por este prisma), assim, é complicado querermos o melhor para os nossos colaboradores e, simultaneamente, mantê-los motivados e dirigidos.

Pessoalmente, penso que a maior parte dos dirigentes peca por dois lados, como os pais na educação dos filhos: ou quando tenta ser o nosso melhor amigo, ou quando nos tenta impôr forçosamente e inflexivelmente um rumo sem auscultar a outra parte.